sábado, 15 de novembro de 2014

ATA - I SABACU DA ARTE NO SISTEMA


Fortaleza 21 de Junho de 2014

FORTALEZA PRA QUEM?
                     
Liana Cavalcante iniciou Agradecendo aos grupos que estavam presentes desde o dia anterior, as pessoas eu estiveram na organização, mobilização e iniciou falando um pouco de como surgiu à ideia do Sabacu, destacando a importância de chamar as pessoas que já faziam teatro no bairro para saber como funcionariam as questões de teatro, a principio se reunindo com o grupo complexo de teatro na direção de Higor Fernandes, Revolução F5 e o grupo sementes do amanha que é do Chico da Silva. Declarando que com esses grupos começaram a reunir os artistas do bairro e que esses encontros surgiu a necessidade de fazer alguma coisa no período da copa do mundo questionando a gestão atual e de como a mesma não tem dado atenção as pessoas de periferia,de como a gestão tem feito a cidade.declarando que o que a gente queria era mostrar que a gente não para com a copa,que a gente não para por falta de incentivo  e que a gente se mantém em resistência apesar de tantas coisas eu poderiam ter feito com que a gente parasse.Liana continuou dizendo que na noite anterior quando foi assistir aos espetáculos anula todas as desculpas  que as pessoas tem pra não investir na periferia que é não ter espetáculo que é uma mentira que os artista vem pra periferia quando lhes é dada a oportunidade,publico,espaço pois temos ruas,espaços alternativos,enfatizando também que o publico da periferia tem sede de arte.Finaliza dizendo que se conseguimos fazer tudo isso sem ajuda nenhuma,imagina se tivéssemos algum recurso o que a gente faria.
Kellyane do grupo nós de teatro seguiu falando um pouco sobre a historia do grupo que se situa na granja Portugal e que em agosto vai fazer doze anos, um grupo que tem um trabalho junto à comunidade. Destacando que aos poucos o grupo foi tomando um caráter profissional e de um contato com a comunidade. Seguem falando do espaço da igreja que eles ocupam apesar de ser um local da religião qualquer pessoa vai mesmo não sendo ligada a religião. Segue dizendo que buscam realizar o trabalho La na Granja Portugal mas não somente o grupo e sim buscam outros grupos para que ocupem os espaços.Cita o evento” Entre Nós” que é um evento que já é aceito pela comunidade,as pessoas sabem que no ultimo domingo do mês vai ter espetáculo.Desde dois mil e dez eles tem interesse em conhecer outros grupos.Destacando “O encontro da periferia e do campo”que pensam em ações de como fazer o trabalho.Kellyane continua destacando o jornal” A Merdra”em que existem publicações não somente do grupo mas como aberto a colaborações com publicações relacionadas a teatro.Finaliza falando que o grupo é de teatro de rua com varias experiências e que estão com um experimento que se chama “quase nada” e que estão montando um novo espetáculo que é” Tudo  camburão tem um pouco de navio negreiro”.
Silvia Moura continua questionando ate onde a gente vai continuar colocando fronteiras na gente mesmo, diz não ser da periferia, mas que é tão humilhada quanto. “Dizendo que” a Artelaria existe desde dois mil seis, sendo que as pessoas a procuram pra usufruir da Artelaria e não pra contribuir com ela. Silvia Moura dá continuidade Dizendo que um dos motivos que ela tenta manter a Artelaria até hoje é porque a mesma não esta no eixo Dragão do Mar Aldeota, Praia, mas que o Benfica ainda é considerado uma elite. Silva segue dizendo que ainda não fechou porque está vendendo suas coisas pra tentar manter, as pessoas não vão lá ver, que os mesmos problemas que existe na periferia são os mesmos que os atingem como: falta de dinheiro pra pegar ônibus, pra pagar as contas. Continuou questionando como faz para que o meu espetáculo chegue aos lugares e critica a forma como os grupos de dança e teatro se relacionam e como podemos pensar num teatro mais colaborativo sem competir com ele ou ele está invadindo o meu, como podemos criar um sistema de colaboração que ultrapasse a questão da grana e sobrevivência e ser profissional. Cita o exemplo de que quando ela se oferece de graça as pessoas criticam e pago não chamam.Silvia Moura continua explorando a questão de como fazer o trabalho chegar a lugares que nunca foram e dique não distingue periferia de lugar nenhum.Dizendo que existem grupos de dança que são muito elitistas e que colocam dificuldades em levar o trabalho sem que tenha muito dinheiro envolvido o que elimina só ai a periferia todinha.Continua dizendo que deve ser quebrado omito que fora dos espaços que são considerados de arte  as pessoas não gostam de arte dizendo que isso de fato é uma mentira.Silva continuou dizendo que nunca foi desrespeitada e que sempre as pessoas se colocam a disposição pra ver mesmo aquilo que elas não tem contato,mas diz que nós artistas estamos condicionados a querermos ir a lugares que são considerados grandes centros da artes,grandes teatros,dizendo que as pessoas não querem fazer  pra qualquer publico,e qualquer lugar,que quando chegam a um patamar razoável de domínio daquilo que elas fazem,ela começam a colocar empecilho pra ir a qualquer lugar como se ir pra qualquer lugar diminuísse sua capacidade artística.Silvia continua dizendo que devemos quebrar esses conceito fechados do que é ser um bom artista,do que é publico e construir uma cidade que nos aceitasse e que nos recebesse e sentisse necessidade do que fazemos como uma necessidade básica.Silva encerra dizendo que os problemas são os mesmos e que  é mais urgente pensar em como podemos pensar ações em como podemos sobreviver sem se vender à um sistema opressor.
Renato Damasceno começa falando do ponto de vista histórico do centro da periferia, de quem está situado do centro pra barra do ceara onde termina a cidade de fortaleza e dizendo que tudo que não presta tem que estar na periferia. Dizendo que a cidade, o centro ate no Maximo o liceu do ceara deveria estar as pessoas de bem e o resto na periferia. Cita as fabricas grandes causadoras de poluição tinha que está situadas no lado oeste da cidade assim sendo a instalação dessas fabricas fossem pro seu entorno, os operários, população menos favorecidas, pedreiros, carpinteiros e todos que eram considerados gente de uma classe inferior, ou seja, nós. Continuou dizendo que quando dizia que morava no Pirambu as pessoas se assustavam, pois tudo que não prestava estava situado no lado Oeste da cidade. Damasceno continuou destacando que tudo que é bom  e desenvolvido fica situado do centro pro  lado Leste onde se encontra o desenvolvimento do bairro da Aldeota com exceção do Mucuripe porque sempre ao lado de um porto existem pontos de prostituição e destacando que existe toda uma questão histórica pra isso.Damascenos continuou dizendo  na década de oitenta que Ao criar o movimento cultural Popular do Pirambu que foi  um primeiro movimento organizado voltado pra entender politicamente o que se dava na cidade.Dizendo que movimento chegou a ter sete grupos de teatro a ele filiado,diversos grupos de quadrilhas juninas e outras manifestações onde chegaram a fazer um evento em que chegaram a participar  de mil artistas.Damasceno enfatiza questionando quando vamos conseguir mudar esse estigma de bairro violento.Que tinha grupo de teatro que fazia uma estreia que no dia seguinte não dava uma linha de jornal mas se um cara desse uma facada em outra pessoa seria matéria de primeira pagina.Continua dizendo que em oitenta e sete quando o Tasso assume o poder passa a reconhecer um pouco daquilo que fazíamos e que levaram pra compor a equipe o Oswald Barroso e criaram os CACs(Centro de Ação Cultural) que no caso do Pirambu começou a ter um questionamento sobre fortalecer um movimento que já existe e não criar um novo,mas mesmo assim foi criado.Que seria melhor fortalecer o movimento de cultural popular do Pirambu.O que foi minando e um ano depois acabam os CACs .Enfatizando que hoje se o governo for querer se meter que não nos deixemos ser roubados,que criemos uma resistência e seguremos aquilo em que acreditamos.Damasceno segue declarando que se as pessoas só tem uma fonte de informação e alienação que é a Globo,temos que construir um meio de chegar eficaz.
Higor Fernandes um Jovem artista do Pirambu que se manifestou falando um pouco do grupo complexo de teatro e as dificuldades que o grupo teve no começo. Dizendo que a primeira tentativa do grupo existir no Pirambu foi um fracasso total.Higor destaca falando que a classe artística esta muito competitiva.Enfatizando de como um grupo de teatro pode somar com o outro.Que ações alem de festivais podem ser eficientes no sentido de criar raízes naquele espaço fazendo com que as pessoas queiram estar.
Na roda aberta estávamos discutindo sobre a forma de divulgação dos espetáculos e que muitas vezes mandamos ate nota para o jornal, mas não é publicada. Silvia Moura destaca que o habito faz parte desse estimulo pois não faz parte da nossa educação achar que isso é importante pra minha vida e essa mudança de habito é necessário.
Dhanny Marinho tomou a palavra pautando sobre a ligação entre artistas e pessoas que vivem a ideia defendida no palco. Dhanny continuou exemplificando sobre algo já vivido de um grupo que pautou sobre o trafico de mulheres e que ela enquanto feminista foi procurar pra trocar ideias sendo que são pessoas que aparentemente defendiam a mesma causa e foi surpreendida com uma resistência.Silvia Moura interfere falando que também a arte não pode ter somente um meio utilitário.Exemplificando que as empresas fazem isso com a arte e segui dizendo que devemos parar de separar.
No dia seguinte, dia vinte dois de junho de dois mil e quatorze. Liana Cavalcante iniciou se apresentando, estavam presentes representantes do Grupo Teruá, Coletivo Baderna, Caravana Tragos, Princípios Básicos, Complexo de Teatro, Adianto Cultural. Dhanny iniciou fazendo um pequeno resumo da reunião anterior.A reunião foi e voltando pra buscar  demandas de ações estratégicas de como continuar dando esse Sabacu.Liana continuou falando das oficinas que já poderiam  entrar como demanda de ações.Oficinas essas que seriam ofertadas por Taciana e Ari.Marketing  nas redes sociais para grupos de teatro e  consultoria de Marketing para grupos de teatro na periferia.Liana segui abordando a questão das redes artísticas proposto por Silvia Moura.Maria Santana continuou enfatizando a questão urgente  da Artelaria.Higor Fernandes também segui pautando a elaboração de um vídeo Flash mob./documentário.Liana Cavalcante tomou a fala propondo uma reunião com Silvia Moura.Liana finaliza propondo que cada grupo deixe um pequeno histórico do seu grupo  de teatro na pagina do Sabacu no Facebook.
















Obs: Agradecemos ao coletivo Baderna pela elaboração da ata.


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