Fortaleza 21
de Junho de 2014
FORTALEZA
PRA QUEM?
Liana Cavalcante iniciou Agradecendo
aos grupos que estavam presentes desde o dia anterior, as pessoas eu estiveram
na organização, mobilização e iniciou falando um pouco de como surgiu à ideia
do Sabacu, destacando a importância de chamar as pessoas que já faziam teatro
no bairro para saber como funcionariam as questões de teatro, a principio se
reunindo com o grupo complexo de teatro na direção de Higor Fernandes, Revolução
F5 e o grupo sementes do amanha que é do Chico da Silva. Declarando que com
esses grupos começaram a reunir os artistas do bairro e que esses encontros
surgiu a necessidade de fazer alguma coisa no período da copa do mundo questionando
a gestão atual e de como a mesma não tem dado atenção as pessoas de periferia,de
como a gestão tem feito a cidade.declarando que o que a gente queria era
mostrar que a gente não para com a copa,que a gente não para por falta de
incentivo e que a gente se mantém em
resistência apesar de tantas coisas eu poderiam ter feito com que a gente
parasse.Liana continuou dizendo que na noite anterior quando foi assistir aos
espetáculos anula todas as desculpas que
as pessoas tem pra não investir na periferia que é não ter espetáculo que é uma
mentira que os artista vem pra periferia quando lhes é dada a
oportunidade,publico,espaço pois temos ruas,espaços alternativos,enfatizando
também que o publico da periferia tem sede de arte.Finaliza dizendo que se
conseguimos fazer tudo isso sem ajuda nenhuma,imagina se tivéssemos algum
recurso o que a gente faria.
Kellyane do grupo nós de
teatro seguiu falando um pouco sobre a historia do grupo que se situa na granja
Portugal e que em agosto vai fazer doze anos, um grupo que tem um trabalho
junto à comunidade. Destacando que aos poucos o grupo foi tomando um caráter
profissional e de um contato com a comunidade. Seguem falando do espaço da
igreja que eles ocupam apesar de ser um local da religião qualquer pessoa vai
mesmo não sendo ligada a religião. Segue dizendo que buscam realizar o trabalho
La na Granja Portugal mas não somente o grupo e sim buscam outros grupos para
que ocupem os espaços.Cita o evento” Entre Nós” que é um evento que já é aceito
pela comunidade,as pessoas sabem que no ultimo domingo do mês vai ter
espetáculo.Desde dois mil e dez eles tem interesse em conhecer outros
grupos.Destacando “O encontro da periferia e do campo”que pensam em ações de
como fazer o trabalho.Kellyane continua destacando o jornal” A Merdra”em que
existem publicações não somente do grupo mas como aberto a colaborações com
publicações relacionadas a teatro.Finaliza falando que o grupo é de teatro de
rua com varias experiências e que estão com um experimento que se chama “quase
nada” e que estão montando um novo espetáculo que é” Tudo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
Silvia Moura continua questionando
ate onde a gente vai continuar colocando fronteiras na gente mesmo, diz não ser
da periferia, mas que é tão humilhada quanto. “Dizendo que” a Artelaria existe
desde dois mil seis, sendo que as pessoas a procuram pra usufruir da Artelaria
e não pra contribuir com ela. Silvia Moura dá continuidade Dizendo que um dos
motivos que ela tenta manter a Artelaria até hoje é porque a mesma não esta no
eixo Dragão do Mar Aldeota, Praia, mas que o Benfica ainda é considerado uma elite.
Silva segue dizendo que ainda não fechou porque está vendendo suas coisas pra
tentar manter, as pessoas não vão lá ver, que os mesmos problemas que existe na
periferia são os mesmos que os atingem como: falta de dinheiro pra pegar ônibus,
pra pagar as contas. Continuou questionando como faz para que o meu espetáculo
chegue aos lugares e critica a forma como os grupos de dança e teatro se
relacionam e como podemos pensar num teatro mais colaborativo sem competir com
ele ou ele está invadindo o meu, como podemos criar um sistema de colaboração
que ultrapasse a questão da grana e sobrevivência e ser profissional. Cita o
exemplo de que quando ela se oferece de graça as pessoas criticam e pago não
chamam.Silvia Moura continua explorando a questão de como fazer o trabalho
chegar a lugares que nunca foram e dique não distingue periferia de lugar
nenhum.Dizendo que existem grupos de dança que são muito elitistas e que
colocam dificuldades em levar o trabalho sem que tenha muito dinheiro envolvido
o que elimina só ai a periferia todinha.Continua dizendo que deve ser quebrado
omito que fora dos espaços que são considerados de arte as pessoas não gostam de arte dizendo que
isso de fato é uma mentira.Silva continuou dizendo que nunca foi desrespeitada
e que sempre as pessoas se colocam a disposição pra ver mesmo aquilo que elas
não tem contato,mas diz que nós artistas estamos condicionados a querermos ir a
lugares que são considerados grandes centros da artes,grandes teatros,dizendo
que as pessoas não querem fazer pra
qualquer publico,e qualquer lugar,que quando chegam a um patamar razoável de
domínio daquilo que elas fazem,ela começam a colocar empecilho pra ir a
qualquer lugar como se ir pra qualquer lugar diminuísse sua capacidade
artística.Silvia continua dizendo que devemos quebrar esses conceito fechados
do que é ser um bom artista,do que é publico e construir uma cidade que nos aceitasse
e que nos recebesse e sentisse necessidade do que fazemos como uma necessidade
básica.Silva encerra dizendo que os problemas são os mesmos e que é mais urgente pensar em como podemos pensar
ações em como podemos sobreviver sem se vender à um sistema opressor.
Renato Damasceno começa
falando do ponto de vista histórico do centro da periferia, de quem está
situado do centro pra barra do ceara onde termina a cidade de fortaleza e
dizendo que tudo que não presta tem que estar na periferia. Dizendo que a cidade,
o centro ate no Maximo o liceu do ceara deveria estar as pessoas de bem e o
resto na periferia. Cita as fabricas grandes causadoras de poluição tinha que
está situadas no lado oeste da cidade assim sendo a instalação dessas fabricas
fossem pro seu entorno, os operários, população menos favorecidas, pedreiros, carpinteiros
e todos que eram considerados gente de uma classe inferior, ou seja, nós. Continuou
dizendo que quando dizia que morava no Pirambu as pessoas se assustavam, pois
tudo que não prestava estava situado no lado Oeste da cidade. Damasceno
continuou destacando que tudo que é bom
e desenvolvido fica situado do centro pro lado Leste onde se encontra o desenvolvimento
do bairro da Aldeota com exceção do Mucuripe porque sempre ao lado de um porto
existem pontos de prostituição e destacando que existe toda uma questão
histórica pra isso.Damascenos continuou dizendo
na década de oitenta que Ao criar o movimento cultural Popular do
Pirambu que foi um primeiro movimento
organizado voltado pra entender politicamente o que se dava na cidade.Dizendo
que movimento chegou a ter sete grupos de teatro a ele filiado,diversos grupos
de quadrilhas juninas e outras manifestações onde chegaram a fazer um evento em
que chegaram a participar de mil
artistas.Damasceno enfatiza questionando quando vamos conseguir mudar esse
estigma de bairro violento.Que tinha grupo de teatro que fazia uma estreia que
no dia seguinte não dava uma linha de jornal mas se um cara desse uma facada em
outra pessoa seria matéria de primeira pagina.Continua dizendo que em oitenta e
sete quando o Tasso assume o poder passa a reconhecer um pouco daquilo que
fazíamos e que levaram pra compor a equipe o Oswald Barroso e criaram os CACs(Centro
de Ação Cultural) que no caso do Pirambu começou a ter um questionamento sobre
fortalecer um movimento que já existe e não criar um novo,mas mesmo assim foi
criado.Que seria melhor fortalecer o movimento de cultural popular do Pirambu.O
que foi minando e um ano depois acabam os CACs .Enfatizando que hoje se o
governo for querer se meter que não nos deixemos ser roubados,que criemos uma
resistência e seguremos aquilo em que acreditamos.Damasceno segue declarando
que se as pessoas só tem uma fonte de informação e alienação que é a Globo,temos
que construir um meio de chegar eficaz.
Higor Fernandes um Jovem artista
do Pirambu que se manifestou falando um pouco do grupo complexo de teatro e as
dificuldades que o grupo teve no começo. Dizendo que a primeira tentativa do
grupo existir no Pirambu foi um fracasso total.Higor destaca falando que a
classe artística esta muito competitiva.Enfatizando de como um grupo de teatro
pode somar com o outro.Que ações alem de festivais podem ser eficientes no
sentido de criar raízes naquele espaço fazendo com que as pessoas queiram
estar.
Na roda aberta estávamos
discutindo sobre a forma de divulgação dos espetáculos e que muitas vezes
mandamos ate nota para o jornal, mas não é publicada. Silvia Moura destaca que
o habito faz parte desse estimulo pois não faz parte da nossa educação achar
que isso é importante pra minha vida e essa mudança de habito é necessário.
Dhanny Marinho tomou a
palavra pautando sobre a ligação entre artistas e pessoas que vivem a ideia
defendida no palco. Dhanny continuou exemplificando sobre algo já vivido de um
grupo que pautou sobre o trafico de mulheres e que ela enquanto feminista foi
procurar pra trocar ideias sendo que são pessoas que aparentemente defendiam a
mesma causa e foi surpreendida com uma resistência.Silvia Moura interfere
falando que também a arte não pode ter somente um meio
utilitário.Exemplificando que as empresas fazem isso com a arte e segui dizendo
que devemos parar de separar.
No dia seguinte, dia vinte
dois de junho de dois mil e quatorze. Liana Cavalcante iniciou se apresentando,
estavam presentes representantes do Grupo Teruá, Coletivo Baderna, Caravana
Tragos, Princípios Básicos, Complexo de Teatro, Adianto Cultural. Dhanny
iniciou fazendo um pequeno resumo da reunião anterior.A reunião foi e voltando
pra buscar demandas de ações
estratégicas de como continuar dando esse Sabacu.Liana continuou falando das
oficinas que já poderiam entrar como
demanda de ações.Oficinas essas que seriam ofertadas por Taciana e
Ari.Marketing nas redes sociais para
grupos de teatro e consultoria de
Marketing para grupos de teatro na periferia.Liana segui abordando a questão
das redes artísticas proposto por Silvia Moura.Maria Santana continuou
enfatizando a questão urgente da
Artelaria.Higor Fernandes também segui pautando a elaboração de um vídeo Flash
mob./documentário.Liana Cavalcante tomou a fala propondo uma reunião com Silvia
Moura.Liana finaliza propondo que cada grupo deixe um pequeno histórico do seu
grupo de teatro na pagina do Sabacu no Facebook.
Obs: Agradecemos ao coletivo Baderna pela elaboração da ata.
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