Diário do nascer de uma palhaça:
Segundo dia.
Não consegui escrever no primeiro dia, gostaria de ter escrito, mas não escrevi. De ontem pra cá algumas descobertas, ainda frágeis,e alguns re-encontros. Num primeiro momento me dou de cara com meus entraves, meus medos. Não tenho problemas em admitir meus fracassos, na verdade vou pelo lado contrario, preciso é começar a acreditar que não está tudo errado e que se estiver dane-se, to fazendo!
Estou buscando me permitir, mas mesmo sem que eu queira algo como uma parede está de frente de mim.
As vezes, da pra ver uma fresta de luz. Ai nessa hora eu vejo que ela existe. E é mais livre do que eu. Ela me lembra de minha conversão ao teatro de Artaud. Na verdade, ela, quando aparece me lembra de Artaud o tempo todo.
Ela acredita nas coisas piamente!
é uma criança e sobre ela não julgamentos, pudores, questões, mas não é infantil de nenhuma maneira.
é uma criança e sobre ela não julgamentos, pudores, questões, mas não é infantil de nenhuma maneira.
Ela vem me lembrar de alguma coisa que abandonei em algum lugar, alguma coisa que eu tinha e perdi.
Hoje enquanto ela brincava no espaço protegendo sua estrela mágica, lembrei-me de mim e de quando o teatro se tornou menos difícil, pois se tornou algo de mim mesma. De quando parei de pensar no teatro como algo de fora para dentro. Não. Estava tudo em mim o tempo todo. Um universo inteiro.
E enquanto me lembrei ela sorriu. boba, encantada, fazendo parecer tudo muito mais simples do que eu costumo complicar.

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